
terça-feira, 25 de novembro de 2008
Alice no Hospital

sexta-feira, 7 de novembro de 2008
BIENADA

terça-feira, 28 de outubro de 2008
Minha terra... meu chão

segunda-feira, 27 de outubro de 2008
Dobras da imaginação

sábado, 25 de outubro de 2008
A TURMA DO PAPUM ATACA NOVAMENTE

Desta forma nossos visitantes poderão se atualizar no diálogo e emitir também suas opiniões sobre a conversa.
Olá Márcia Moellmann Pagani,
Antes de mais nada gostaria de dizer 2 coisas, em primeiro lugar, obrigado pela resposta, afinal, o espaço de Blog é um espaço de exercício de cidadania, de liberdade de expressão e de diálogo e fico muito feliz quando encontro pessoas que respondem e comentam blogs.
Em segundo lugar meu nome é Rodrigo Vieira Ribeiro e está escrito na íntegra no perfil deste blog, por favor use meu nome corretamente, já que não sei quem é “Vieira de Melo”. Eu e minha mulher não temos medo e não nos escondemos, mas sentimos uma pontinha de ameaças pessoais em seu comentário, é para termos medo?
Percebemos que nossa crítica foi apagada de seu blog, o que demonstra que nossa crítica foi muito melhor que o desabafo despretensioso que fizemos.
A atitude de apagar um comentário contrário às suas idéias e demonstra uma visão de mundo bem antiga, de um tempo ultrapassado pela democracia do século XXI, a Era das Ditaduras Militares que tentavam eliminar e apagar as opiniões contrárias onde quer que estivessem.
Uma visão que não combina com quem se diz “Empresária de Produção Teatral”.
A crítica é necessária ao desenvolvimento da sociedade, o que seria do mundo sem crítica? Sem opiniões contrárias?
Sobre crítica recomendo a todos a leitura de um artigo de meu amigo Paulo Franchetti.
Não houve em nossa crítica nenhum desrespeito gratuito, não houve desrespeito e nada foi gratuito, pagamos para fazê-lo e muito, foram 7 ingressos, mais os impostos da lei de incentivo à cultura (pagamos 2 vezes).
Gastamos nosso tempo preocupados com a produção infantil, temos 4 filhos pequenos que são expostos à todo tipo de produção artística e cultural. Fazemos questão de levá-los a todo tipo de produção para que eles aprendam, autonomamente, a escolher entre o que é bom e o que é ruim.
Acredito que se vocês são realmente preocupados com a responsabilidade da arte e desejam manter uma qualidade de produção, e que nossa crítica deve ter sido extremamente valiosa, uma vez que apontamos, bem embasados, nossa opinião sobre seu trabalho apresentado aqui em Ipatinga.
Como eu disse em meu texto, mesmo os mais experimentados ou os maiores teóricos também erram.
Um outro amigo meu sempre diz que “A autoridade do argumento sempre deve ser superior ao argumento da autoridade”, o que entendo como: não interessa qual é a sua formação, ou idade, ou poder, ou tempo de experiência, se seu argumento é fraco ou se seu trabalho é ruim.
Não fizemos comentários grosseiros nem superficiais. O que eu escrevi sobre o gosto das crianças, escrevo também sobre o gosto de qualquer pessoa... gosto não é parâmetro de avaliação. E isso não significa que eu desprezo o que as crianças pensam, muito pelo contrário.
Seguindo seu parâmetro de que gosto é determinante para a produção, aquela melô do KRÉU faz um tremendo sucesso, vende muito e é um lixo. Se seu objetivo é manter a população dentro do gosto baixo e duvidoso, quem subestima e despreza a capacidade de compreensão das crianças é você.
Espero que você perceba e compreenda que em um lugar onde o acesso às artes e ciências é limitado aplaude-se de pé qualquer pessoa, na intenção de que outros melhores apareçam atrás da receptividade do público.
Em nosso País não é diferente, o Brasil também possui pequena produção teatral e a idéia é sempre estimular aos artistas para que eles continuem produzindo.
Com o incentivo fiscal para produções culturais, Lei Rouanet e outras leis semelhantes (muito positivo por sinal e isto está fora de questão), é preciso que haja fiscalização e crítica do público. Afinal é nosso dinheiro de impostos que é usado para financiar estas produções, estou pagando 2 vezes, pelo imposto e pelo ingresso. O contribuinte precisa ficar atento aos amadores e pessoas que estão se aproveitando da falta de critério e a falta de fiscalização da população para conquistar espaços nobres como estes. Não penso que seja o seu caso, por isso escrevi a crítica.
Para poupar o tempo de leitura as partes mais pessoais desta resposta você encontrará nos comentários das postagens originais.
Abraços
Rodrigo
sexta-feira, 17 de outubro de 2008
terça-feira, 14 de outubro de 2008
Na corte de Henrique VIII

Sabe aquela anedota? A mulher que, assustadíssima em frente a um quadro do Matisse, se desespera: "Coisa absurda, nunca vi uma mulher de barriga verde". E ganha de presente a resposta, na lata: "Minha senhora, isso não é uma mulher, isso é uma pintura." (Já ouvi o Ariano Suassuna contando essa historinha e no sotaque dele a coisa fica linda!)
Pois eu penso, mesmo, que é assim. Há que se estabelecer uma relação crítica com o que se está percebendo, é verdade. E "os Tudors" tá longe de ser uma grande maravilha: há personagens mal construídos, tramas secundárias que surgem e desaparecem sem vc entender muito pra quê, abuso de clichês. Criticar tudo isso vá lá. Mas achar uma ofensa o fato de haverem fundido as duas irmãs, e que o rei português não era velho etc, pra mim já é jogar fora a água suja com o menino e tudo. A postura crítica tem que nos permitir saborear as licenças e devaneios de quem quer que seja.
Mas .... achei legal brincar de procurar os erros históricos... e tem um monte.
E de todas as “licenças poéticas”, a que gosto mais é a respeito da composição de Greensleeves. Mesmo sabendo que não há nenhuma consistência na suposição de que Henrique VIII tenha escrito a famosa peça, achei legal. Numa cena do sexto capítulo ele tá lá, lindão, todo embevecido, compondo para a Ana Bolena a obra que serviu de base para a "Romanesca".
É como se os roteiristas me alertassem: “Andréia, isso aqui não é aula de história.”
Ps: E a menção às cabeças cortadas? Achei um barato.sábado, 11 de outubro de 2008
O lápis amarelo do Henrique

- Papaiêe, me dá aquele lápis?
- qual deles Ique?
- Aqueeeele aliiií, o marrrom...
- Este aqui? Peguei o lápis marrom no pote...
- Naaaaão... o vermelho!
- Este? Mostrei o lápis vermelho...
- Não... o verde... não, é o amarelo! É o lápis amarelo!
Peguei o lápis amarelo e ele ficou embaraçado... percebi que a coisa estava na cor certa desta vez, mas não era aquilo ainda... e ele não conseguia falar o nome do que ele queria...
Demorou um tempinho raciocinando... e disse:
- Me dá aquela escova ali.
Apontando para o pincel!
sexta-feira, 10 de outubro de 2008
Bobagens

quinta-feira, 9 de outubro de 2008
Lobato para a meninada de ontem

quarta-feira, 8 de outubro de 2008
Chomsky no jardim lá de casa

sexta-feira, 3 de outubro de 2008
Filosofia de Fraldas

Esta sim... grande filósofa desde pequena...
Pouco antes dos 3 anos, ela no banco de trás do carro perguntou para mim: - Papai, o que é "Não Sei" ?
Quase bati com o carro!
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Outra da Estela uns 2 anos depois... demonstrando leituras profundas de Bakhtin...
- Mamãe... o que é que eu sou que eu não sei que sou?
(dei sorte desta vez a pergunta foi para a Andréia...)
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quinta-feira, 2 de outubro de 2008
O que não é o que não pode ser

quarta-feira, 1 de outubro de 2008
A fonética e a professora
Estela estuda numa escola diferente. Poucas crianças na sala, sem provas (não sem avaliação), uma gostosura.
Outra dia, na reunião com os pais, a professora me disse:
-Estou tendo dificuldade em fazer com que as crianças entendam que antes de p e b usamos m.
Eu perguntei:
- E porque usamos m antes de p e b?
Ela parou, pensou e respondeu:
- ....
Eu esperei e ela produziu achando engraçado:
-Sei lá porquê. Sabe que eu nunca pensei nisso? É mesmo, deve ter um porquê.
Agora que ela já tinha um problema eu continuei:
-/p/ e /b/ são plosivas bilabiais, não são?
-São.
-E /m/?
Ela demorou um tempo:
-Claro! Bilabial também.
-Pois é. Os lábios devem estar fechados, ocluídos, para falarmos /p/ e /b/. O ponto de articulação é o mesmo para /p/, /b/ e /m/. Tenta falar /n/ antes de /p/ e /b/.
-Que legal! Não dá.
-Quando a gente descobre que a ortografia não é um balaio de gatos, a coisa fica mais fácil, não é mesmo?
-Andréia, você podia dar um cursinho sobre fonética e alfabetização aqui na escola.
Posso sim, Érica, é só marcar. Você já sabe que eu tenho essa bobeira: as coisa que gosto e acho interessantes gosto que a as pessoas que gosto gostem também.
http://www.uiowa.edu/~acadtech/phonetics/
Viva o livro brasileiro!

Marcelo Xavier foi a estrela de ontem do III Salão do livro lá no Centro Cultural.
Toda tiete, cheguei cedinho para que ele autografasse os livros que mais amo: Asa de papel (em português e em espanhol), Tot e Mitos.
Depois veio a Oficina de Ilustração com Massinha de modelar. Como diria a Fanny Abramovich: muitas gostosuras e bobices.

Marcelo é premiadíssimo aqui e fora daqui. É daqueles ilustradores que sabem que a linguagem pictográfica traz outros textos, aumenta a possibilidade de leituras e dá asas à fantasia.
Pra quem quiser conhecer mais do trabalho desse autor e ilustrador aqui vai a dica de uma palestra com ele:
ftp://200.244.52.185/BMA/INGEST1_66233449_1066233470_121kbps.zip
terça-feira, 30 de setembro de 2008
segunda-feira, 29 de setembro de 2008
Don Juan

-Tenho que marcar o salão para pintar o cabelo. Já passou da hora.
Alice, como sempre, massacra:
-Uai, vovó. Você não acha que se Papai do céu fez você assim, com os cabelos branquinhos é porque ele prefere você assim?
Minha mãe engole seco, rateia, gagueja e resolve não responder.
-....
Mas a tirana insiste:
-Hein, Vovó. Você não acha?
Buscando sair pela tangente, a vovó pensa rápido:
-Vou pintar os cabelos pra eu ficar uma velhinha lindinha.
E busca adesão:
-Você não acha, Henrique, a Vovó uma velhinha lindinha?
E ganha um balde de água gelada:
-Não.
-Nossa, Rique. Você falava que achava a vovó uma velhinha lindinha. Não acha mais?
-Não. Não acho.
Vovó arrasada ainda esperneia:
-Não???
E recebe, então, o mais deicioso dos elogios:
-Acho você lindinha... não acho você velhinha.
sábado, 27 de setembro de 2008
Porgy and Bess
Carlos Fernando arrasa e até ofusca a irrepreensível Marisa. Acho até que ela dá umas rateadas nos agudos (chata, eu? cê ainda não viu nada).
Alguém sabe o nome desses "glissandos" que ele faz?
Gershwin é tudo!
A dica eu peguei do Desculpe a poeira
quarta-feira, 24 de setembro de 2008
Entre a cruz e a caldeirinha
Aqui... o mais puro e bucólico ar familiar... lá um caldo fervilhante de um humor bem pesado somado à críticas ácidas e diretas.
Só consigo conviver nos dois espaços sem conflitos existenciais por que percebi que não preciso escolher um ou outro... posso ter e ser os dois!
É a pós-modernidade mesmo.
Tou dentro!
Dá-lhe Piaget
Nesse dia estávamos, eu e meus filhotes, andando e comendo os nutritivos fandangos e cheetos quando o Henrique, 3 anos, do alto do estágio pré-operatório dá o berro:
-Meu chips acabou, quero mais.
-Rique, você ainda têm dois cheetos, come esses que tá bom.
-Mas eu quero quatro, eu quero quatro, EU QUERO QUATRO!
E eu só consigo pensar:
-E agora quem poderá me salvar?
Rapidamente, parto cada um dos cheetos restantes em duas partes e....voilá!
-Pronto Rique, agora você tem 4 apetitosos chips.
-....
-....
-Oba! Obrigado, mamãe.
É isso aí. Salve São Piaget!
terça-feira, 23 de setembro de 2008
Auto-plágio

Pois é....
Buscando uma aproximação com o meio acadêmico aí vai, de novo, o comentário, do Rodrigo sobre a qualidade das produções para criança, no Brasil.
A pedido da minha mulher vou postar aqui uma crítica que escrevi no site da escola das nossas crianças. A crítica trata deste referido post e sobre uma peça que assistimos na época em que Andréia havia lido estes parâmetros e havia também postado este assunto por lá.
Originalmente postado em Doce Infância no dia 17 Junho 2008 às 11:34 com o título:
"Virou mexeu... caímos."
Diz um cliente meu, lá do Rio de Janeiro, que não importa o quão experiente você possa ser, o quanto você saiba sobre um determinado assunto ou produto.
Mesmo os mais experientes e conhecedores do assunto, os especialistas: Virou mexeu... são expostos (ou sofrem a exposição) à má qualidade ou fazem besteira.
Até os especialistas compram errado, contratam errado, vão à lugares errados... sob a ótica da especialidade é claro, pois em cultura não existe certo ou errado, existe o que acrescenta, o que não faz diferença e o que é melhor não perder tempo para ver.
(Se você descobrir mais uma classificação comente aqui por favor...)
Mesmo sabendo sobre os pecados para as obras infantis, tem vezes que não há informações suficientes em uma capa ou uma resenha para que possamos escolher sem erro.
Esta semana mesmo... soubemos da peça que ia passar no domingo... olhamos no Youtube, no Yahoo, tudo o que vimos de informação parecia ser muito legal.
Propaganda enganosa...
As crianças gostaram, mas gosto não faz parte de nenhum parâmetro avaliativo decente, pois como diz um velho ditado, gosto não se discute... se lamenta.
A peça "Gibi" que passou neste domingo(15/06/2008) no Centro Cultural Usiminas cometia com louvor TODOS os sete pecados descritos aí em cima. Parece que o autor seguiu o manual à risca!
Noções ambientais de baixo calão, rasas, óbvias, infantilizantes. Linguagem pobre, rimas tão ricas quanto um pano de chão esfarrapado e sujo. Mal ensaiado, desenho animado feito às pressas no limite da possibilidade do autor, narração e falas moralizantes. Nomes óbvios... enfim... só salvavam os bonecos e o cenário, muito bem feitos e bonitos, porém mal conduzidos.
Confesso que naquele dia eu preferia ter ficado em casa olhando para o teto e vendo a lagartixa caçando pernilongo... Seria mais educativo, teria mais trama e emoção, seria mais ecológico e nós não teríamos desperdiçado duas horas da nossa vida corrida com aquilo.
Penso que o espaço de mídia é muito caro para que seja desperdiçado com lixo. É um monento nobre, que damos atenção máxima ao que está passando.
- Ah... é fácil criticar, todos dirão, fazer é que são elas...
Exatamente, fazer é que são elas... e quem fez esta peça também não sabe fazer.
Para fazer a pessoa precisa ter critérios e um mínimo de auto-crítica para saber que fazer não basta.
Não é 'qualquer coisa' para suprir o 'nada' ou para ganhar a vida.
'Nada' muitas vezes é muito melhor que coisa ruim, e ganhar a vida deve ser um parâmetro de continuidade e não um momento único de faturamento.
Ainda mais em um espaço importante e caro como o nosso único teatro de 700 lugares, com agenda lotada para os próximos 12 meses.
Não culpo a direção de eventos do teatro, imagino que eles devam ter aceitado passar a peça com base nas mesmas informações que nós tivemos. Antes da peça eu também indicaria. Mas vale assistir as coisas antes de contratar... isso sim.
É o que meu cliente dizia... mesmo o melhor especialista também compra errado e é enganado.
O bom de ver lixo é só um: apredemos a valorizar as coisas boas.
Pode ser esta a estratégia dos nossos produtores de eventos...
Confiemos no futuro.
domingo, 21 de setembro de 2008
O PIANISTA e as características do sobrevivente.
Vou economizar as questões de ficha técnica e sinopse do filme, que vocês podem encontrar em "O Pianista" que estão maravilhosamente explicadas no blog do "Adoro Cinema"

Mas eu gosto de insistir em filmes, pois sempre quero saber até onde vai o pensamento do diretor, nada menos que Roman Polanski, que nada tem de óbvio e chato.
O filme provou sua qualidade por ter ficado em nossa discussão por longas horas e fomos interpretando alguns fatos e chegando à algumas ótimas conclusões:
1- Chopin, o compositor das músicas principais deste filme, segundo minha mulher, é tido pelos pianistas como um autor "fino do brega" aquele que faz acrobacias com as notas "só para aparecer" e que tem dificuldade em terminar um assunto(ela sabe que vão acabar com ela por causa desta afirmação). Em toda formatura de pianistas tem sempre alguém que toca Chopin (perdoem-me a generalização) e que ele teria temas batidos demais... Esta conclusão nos fez pensar na genialidade do Polanski, que trouxe um tema que já foi explorado até a exaustão, que não pode deixar de ser lembrado para que não volte a ocorrer. Ou seja, assunto que não deve acabar nunca, como nas músicas de Chopin!
2- A capacidade de sobrevivência do personagem. Como se trata de história verídica resolvemos pensar nas qualidades de sobrevivente dele. Um cara quase "Forest Gump", meio que alheio ao

A questão, no final, foi... e nós? Teríamos esta capacidade de sobreviver como ele, às perseguições, fome e solidão?
Andreia acha que não, ficar sozinha em um apartamento por 2 anos, em silêncio e com fome seria impossível para ela. Eu, penso que esta foi a parte fácil da coisa... minha dificuldade seria ficar pendurado em um telhado enquanto os caras atiram em mim e ter a incrível idéia de deitar ao chão e fingir de morto ao passar uma coluna de soldados marchando por mim.

Eu disse que não, pois eles são desobedientes e a qualquer ordem de ficar quietos, serem rápidos ou de se abaixar eles perguntam antes de me obedecer: "- Por quê que eu tenho que fazer isso?" E isso me exaspera...
Mas, Andréia, mãe que é, acredita que sim e lembrou de um caso que ocorreu aqui há 3 semanas atrás: no domingo ao entardecer, estávamos no escritório, luzes já acesas e começou aquela revoada de cupins que aparecem nesta época do ano.
Foi aquela correria, apagar as luzes da casa, pegar potes com água para pegar os insetos nojentos, matar cupins no chão, coisa que eu e ela corremos por 1 hora para salvar nossa casa dos invasores alienígenas.
Quando a coisa acalmou ela percebeu que nossas crianças haviam sumido e estavam quietas e foi procurá-las... encontrou-as agrupadas em um canto mínimo do sofá da sala de televisão em absoluto silêncio. Na hora, ela não percebeu onde estava a Isabel, a mais nova, nosso bebê de quase 2 anos e perguntou: -Onde vocês colocaram a Isabel? E a pequena põe a cabeça para fora do bolo de crianças e diz, com aquele olhar e sorriso de quem não está entendedo nada : - achôooo!
É ... eu acho que eles sobreviveriam sim... mas prefiro que não tenham necessidade de provar nada!
quinta-feira, 18 de setembro de 2008
A vítima e o puxa-saco

Acordar 05:30, pentear três cabeças, trocar duas fraldas, dar banho na Alice (quando ela faz xixi na cama), colocar os uniformes, escovar 86 dentes... Daí colocar 3 dos 4 no carro, amarrar os cintos, deixar na escola (que é do outro lado da cidade) às 7:00 e voar pro trabalho.
Normal...
Mas outro dia, ainda por cima rolava um stress (ou estresse) geral. E eu tive que fazer isso tudo debaixo de gritos, manha, pirraça e choro. Quando terminei de afivelar o cinto da última fera eu estava acabada... morta... um farrapo.
Só consegui, entre lágrimas murmurar:
-Não é possível, a mamãe está acabada. Olha o que vocês fizeram. Mamãe está exausta, triste, cansada. Como é que a Mamãe vai trabalhar, assim? Até o Rique, que é o menor, deu menos trabalho que vocês. Que absurdo!
Lá de trás a voz do Rique, que lisonjeado percebeu a chance de ascender na escala doméstica:
-É mesmo, Mamãe. Eu é que sou bom.
Respondi, com lampejos de raiva e ainda no papel de vítima:
-Fica na sua, Rique. Mas eu quero saber, respondam. Eu mereço isso? A Mamãe merece ser tratada assim?
E ganho, do Rique, que entendeu patavinas, a resposta que vale o dia:
-Merece, Mamãe. Você merece isso e muito mais.
quarta-feira, 17 de setembro de 2008
Mangá

segunda-feira, 15 de setembro de 2008
Meus 15 minutos de fama
O Licor com Rebu saiu no "Pensamentos de uma batata transgênica"!
Ganhei o dia!
Dá só uma olhada aqui
Jabuti



sábado, 6 de setembro de 2008
Te cuida, Andréia
Está no DVD "O melhor de Anima Mundi IV"
Sete pecados com a Turma do Papum

Literatura para Crianças?

quinta-feira, 28 de agosto de 2008
Brahms e eu
A interpretação abaixo é do Evgeny Kissin. Tenho a impressão de que posso escutar um milhão de vezes e a cada uma descobrir novidades.
Mas... a vida tem me dado platéias generosas. Alice e Estela acham que essa interpretação do Kissin, não chega aos pés da minha.
Fazer o quê?
quinta-feira, 21 de agosto de 2008
Livros para navegar



terça-feira, 19 de agosto de 2008
A Arca de Vinícius
Mas vamos ao espetáculo de ontem:Dirigido por Fernando Bustamante, o musical A Arca de Vinícius traz as conhecidas músicas do Pato, Corujinha, Foca, Abelhas, Peru, Galinha D'angola etc com direito a um delicioso passeio pelos bastidores do surgimento da Bossa Nova: o Leão é um apaixonado por Nara Leoa, que desfila com seu carregado sotoque carioca e toda doçura característica de quem é a musa do movimento.
Aliás, um parêntesis, a Fernanda Takai (Pato Fu) lançou recentemente um em homenagem a Nara Leão que está espetacular. A direção artística é do querido Nelson Mota. E eu ouvi falar que a Takai vai excursionar este ano com esse disco pelo Brasil afora.
Mas a Arca de Vinícius traz mesmo uma grata surpresa: tudo o que deve ter numa obra para crianças. Texto nada previsível, soluções de cenário e figurino interessantíssimas, poucos ou nenhum clichê, interatividade e o que é mais importante: pode ser realmente fruído por gente de todas as idades. Cada um vai interpretar, compreender as referências e se emocionar de formas e maneiras diferentes de acordo com o que dá conta e com o que quer. Se o Centro Cultural Usiminas trouxer esse espetáculo, eu vou de novo!
quarta-feira, 16 de julho de 2008

Ainda no site da Embratel você pode baixar duas outras palestras bem interessantes. Uma com o professor Erick Ramalho, um dos fundadores, (juntamente com Aimara Rezende que também estará aqui) do Centro de Estudos Shakespeareanos.
A outra com Marlene Soares dos Santos, da UFRJ, que faz uma revisão histórica do teatro na Inglaterra elizabethana com ênfase na obra de Shakespeare, em especial Hamlet.
quarta-feira, 2 de julho de 2008
Alice de páscoa
domingo, 15 de junho de 2008
terça-feira, 20 de maio de 2008
Quando vejo o Corpo....
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Alguém já disse que o artista enfeita a cidade.
A passagem do Grupo Corpo por Ipatinga deixou uma comoção engraçada. Ontem, em vários lugares as pessoas comentavam: e essa música (a do philip Glass) que não me sai da cabeça! ou que bom que não sou bailarino, senão tinha ficado deprimido, ou ainda mas como é que eles conseguem? era computação gráfica? (Benguelê).
E entre enfeitiçada, deprimida e deslumbrada eu acordei na segunda-feira pronta pra trabalhar. No caminho, passo pela frente do hotel onde eles estavam hospedados... tão perto...
E vou pro trabalho assim...
O Luiz Fernando Veríssimo conta: quando vejo o Corpo fico patriota.
Eu, quando vejo o Corpo, fico mais bonita!
sábado, 17 de maio de 2008
Ainda Grupo Corpo

Mas artista mesmo aqui em casa é a Alice...
Esta semana ela desenhou no quadro de avisos um bailarino do grupo dançando o Parabelo. Percebam a necessidade de ela expressar pelo desenho o movimento do dançarino.
Hoje pela manhã, depois da sessão de ontem com as montagens: 7 ou 8 peças para um balet e Benguelê ela acordou e foi direto para o quadro desenhar outro bailarino, agora do Benguelê.
Ela mesma explicou o desenho: - são as mãos dele no ar papai!
Não é porque sou pai não, podem falar à vontade. Mas eu enxerguei o que ela queria dizer com isso!
Assistam ao balet e me digam se ela representou corretamente ou não... as vezes penso que tenho uma cubista aqui em casa... a simultaneidade é tudo!
Primeira aula de balet da Alice...
Nos deslocamos, a família ripinica inteira, para levar a Alice na sua primeira aula de balet. Levei a máquina e tudo. Na hora exata da saída de todas as escolas da cidade... ruas lotadas, trânsito infernal, sem lugar para estacionar e a certeza de arrependimento de sair de casa na hora mais difícil de todas...
Professora atrasada, Alice uma verdadeira pilha de nervos, ansiosa e com aquela cara que ela nasceu... de testa franzida como quem pergunta: "o que é que está acontecendo?"
Dei sorte e não arrependi... fotografei a Alice exatamente como sempre a vemos em momentos de crise:

O resto é mero registro de uma aula de balet para meninas de 5 anos...
Corpo não, Body!

Saldo de ontem
O espetáculo de ontem teve o impacto esperado aqui em casa: uma tarde inteira de preparações, comigo tentando fazê-los dormir e fracassando em todas as tentativas e arrumação digna de preparativos para um casamento. Na entrada do teatro, uma coca-cola no Café Entreatos (charmosérrimo por sinal) com direito a bagunça e refrigerante derramado pelo chão. No meio do espetáculo eu e Rodrigo ainda cometemos a delicadeza de trocar a fralda (vazando) da Isabel em plenas poltronas finérrimas do Teatro. Dos 4 só os pequenos (Rique e Bebel) permaneceram acordados. Isabel, como sempre, enfeitiçada pelo Benguelê.
sexta-feira, 16 de maio de 2008
Anima Mundi e Lecuona

- Já sei mamãe, este é igual àquele!
-Qual, filha?
E tirou da estante o Lecuona do Grupo Corpo.
E eu, como sempre, achei a coisa mais linda!
quarta-feira, 14 de maio de 2008
Jóias do Corpo

Mais do Corpo

No princípio eu relutei um pouco, mas o Paulo e o Rodrigo Pederneiras insistiram muito para que eu participasse desse projeto e hoje eu agradeço pela força, porque foi muito importante essa parceria. Benguelê estreou em 1998, etmologicamente significa "saudade das terras livres e férteis do longínquo reino africano", e o espetáculo tem essa temática. Eu procurei criar uma trilha com esse viés de negritude, muito expressiva. Em função da ousadia do grupo Corpo pude usar toda essa minha vertente criativa nas composições. A experiência de compor foi única e fantástica.
Maravilha de vocabulário
Dança
