quinta-feira, 2 de outubro de 2008

O que não é o que não pode ser


Isabel tem quase dois anos e um vocabulário de mais ou menos umas cinquenta palavras (mais da metade só eu, Rodrigo e a babá entendemos). Com elas, ela tem que se virar para pedir comida, brigar, implicar com os irmãos, avisar, brincar, reclamar e malcriadamente responder os mais velhos.

Outro dia, eu estava tentando estudar piano e ela escalando a mesa da sala de jantar.
-Isabel, desce daí.
-Não.
-Isabel, eu tô falando. Desce daí ou você vai se machucar.
-Não.
-ISABEL, DESCE JÁ DAÍ!
-NAAAAAAAÃO!
-Sim!
-Não
-Não, não o quê?
E ela filosofa:
-Não o sim!

2 comentários:

Patricia Daltro disse...

Meu Daniel (dois anos e nove meses), também tem suas filosofias, principalmente quando quer me desafiar. Aprendeu no colégio uma musiquinha que cantam toda vez que uma criança bate na outra, hoje, dando uma bronca nele, que tentava colocar o triciclo em cima da cama e subir em cima do mesmo, vira para mim e canta: "não pode, não pode, brigar com o Daniel, porque, porque, ele gosta de vocêeeee!" E abre o maior sorriso, resultado, a bronca fica completamente desmoralizada. rs

Andréia disse...

Patrícia, esses tiranos acabam com a gente, né? Tem um desenho animado (velhaço, da Warner) em que um cachorrão (Marco Antônio)adota um gatinho que faz "gato e sapato" dele. A gente tenta manter a classe mas eles dão a volta.
Bj