
terça-feira, 28 de outubro de 2008
Minha terra... meu chão

segunda-feira, 27 de outubro de 2008
Dobras da imaginação

sábado, 25 de outubro de 2008
A TURMA DO PAPUM ATACA NOVAMENTE

Desta forma nossos visitantes poderão se atualizar no diálogo e emitir também suas opiniões sobre a conversa.
Olá Márcia Moellmann Pagani,
Antes de mais nada gostaria de dizer 2 coisas, em primeiro lugar, obrigado pela resposta, afinal, o espaço de Blog é um espaço de exercício de cidadania, de liberdade de expressão e de diálogo e fico muito feliz quando encontro pessoas que respondem e comentam blogs.
Em segundo lugar meu nome é Rodrigo Vieira Ribeiro e está escrito na íntegra no perfil deste blog, por favor use meu nome corretamente, já que não sei quem é “Vieira de Melo”. Eu e minha mulher não temos medo e não nos escondemos, mas sentimos uma pontinha de ameaças pessoais em seu comentário, é para termos medo?
Percebemos que nossa crítica foi apagada de seu blog, o que demonstra que nossa crítica foi muito melhor que o desabafo despretensioso que fizemos.
A atitude de apagar um comentário contrário às suas idéias e demonstra uma visão de mundo bem antiga, de um tempo ultrapassado pela democracia do século XXI, a Era das Ditaduras Militares que tentavam eliminar e apagar as opiniões contrárias onde quer que estivessem.
Uma visão que não combina com quem se diz “Empresária de Produção Teatral”.
A crítica é necessária ao desenvolvimento da sociedade, o que seria do mundo sem crítica? Sem opiniões contrárias?
Sobre crítica recomendo a todos a leitura de um artigo de meu amigo Paulo Franchetti.
Não houve em nossa crítica nenhum desrespeito gratuito, não houve desrespeito e nada foi gratuito, pagamos para fazê-lo e muito, foram 7 ingressos, mais os impostos da lei de incentivo à cultura (pagamos 2 vezes).
Gastamos nosso tempo preocupados com a produção infantil, temos 4 filhos pequenos que são expostos à todo tipo de produção artística e cultural. Fazemos questão de levá-los a todo tipo de produção para que eles aprendam, autonomamente, a escolher entre o que é bom e o que é ruim.
Acredito que se vocês são realmente preocupados com a responsabilidade da arte e desejam manter uma qualidade de produção, e que nossa crítica deve ter sido extremamente valiosa, uma vez que apontamos, bem embasados, nossa opinião sobre seu trabalho apresentado aqui em Ipatinga.
Como eu disse em meu texto, mesmo os mais experimentados ou os maiores teóricos também erram.
Um outro amigo meu sempre diz que “A autoridade do argumento sempre deve ser superior ao argumento da autoridade”, o que entendo como: não interessa qual é a sua formação, ou idade, ou poder, ou tempo de experiência, se seu argumento é fraco ou se seu trabalho é ruim.
Não fizemos comentários grosseiros nem superficiais. O que eu escrevi sobre o gosto das crianças, escrevo também sobre o gosto de qualquer pessoa... gosto não é parâmetro de avaliação. E isso não significa que eu desprezo o que as crianças pensam, muito pelo contrário.
Seguindo seu parâmetro de que gosto é determinante para a produção, aquela melô do KRÉU faz um tremendo sucesso, vende muito e é um lixo. Se seu objetivo é manter a população dentro do gosto baixo e duvidoso, quem subestima e despreza a capacidade de compreensão das crianças é você.
Espero que você perceba e compreenda que em um lugar onde o acesso às artes e ciências é limitado aplaude-se de pé qualquer pessoa, na intenção de que outros melhores apareçam atrás da receptividade do público.
Em nosso País não é diferente, o Brasil também possui pequena produção teatral e a idéia é sempre estimular aos artistas para que eles continuem produzindo.
Com o incentivo fiscal para produções culturais, Lei Rouanet e outras leis semelhantes (muito positivo por sinal e isto está fora de questão), é preciso que haja fiscalização e crítica do público. Afinal é nosso dinheiro de impostos que é usado para financiar estas produções, estou pagando 2 vezes, pelo imposto e pelo ingresso. O contribuinte precisa ficar atento aos amadores e pessoas que estão se aproveitando da falta de critério e a falta de fiscalização da população para conquistar espaços nobres como estes. Não penso que seja o seu caso, por isso escrevi a crítica.
Para poupar o tempo de leitura as partes mais pessoais desta resposta você encontrará nos comentários das postagens originais.
Abraços
Rodrigo
sexta-feira, 17 de outubro de 2008
terça-feira, 14 de outubro de 2008
Na corte de Henrique VIII

Sabe aquela anedota? A mulher que, assustadíssima em frente a um quadro do Matisse, se desespera: "Coisa absurda, nunca vi uma mulher de barriga verde". E ganha de presente a resposta, na lata: "Minha senhora, isso não é uma mulher, isso é uma pintura." (Já ouvi o Ariano Suassuna contando essa historinha e no sotaque dele a coisa fica linda!)
Pois eu penso, mesmo, que é assim. Há que se estabelecer uma relação crítica com o que se está percebendo, é verdade. E "os Tudors" tá longe de ser uma grande maravilha: há personagens mal construídos, tramas secundárias que surgem e desaparecem sem vc entender muito pra quê, abuso de clichês. Criticar tudo isso vá lá. Mas achar uma ofensa o fato de haverem fundido as duas irmãs, e que o rei português não era velho etc, pra mim já é jogar fora a água suja com o menino e tudo. A postura crítica tem que nos permitir saborear as licenças e devaneios de quem quer que seja.
Mas .... achei legal brincar de procurar os erros históricos... e tem um monte.
E de todas as “licenças poéticas”, a que gosto mais é a respeito da composição de Greensleeves. Mesmo sabendo que não há nenhuma consistência na suposição de que Henrique VIII tenha escrito a famosa peça, achei legal. Numa cena do sexto capítulo ele tá lá, lindão, todo embevecido, compondo para a Ana Bolena a obra que serviu de base para a "Romanesca".
É como se os roteiristas me alertassem: “Andréia, isso aqui não é aula de história.”
Ps: E a menção às cabeças cortadas? Achei um barato.sábado, 11 de outubro de 2008
O lápis amarelo do Henrique

- Papaiêe, me dá aquele lápis?
- qual deles Ique?
- Aqueeeele aliiií, o marrrom...
- Este aqui? Peguei o lápis marrom no pote...
- Naaaaão... o vermelho!
- Este? Mostrei o lápis vermelho...
- Não... o verde... não, é o amarelo! É o lápis amarelo!
Peguei o lápis amarelo e ele ficou embaraçado... percebi que a coisa estava na cor certa desta vez, mas não era aquilo ainda... e ele não conseguia falar o nome do que ele queria...
Demorou um tempinho raciocinando... e disse:
- Me dá aquela escova ali.
Apontando para o pincel!
sexta-feira, 10 de outubro de 2008
Bobagens

quinta-feira, 9 de outubro de 2008
Lobato para a meninada de ontem

quarta-feira, 8 de outubro de 2008
Chomsky no jardim lá de casa

sexta-feira, 3 de outubro de 2008
Filosofia de Fraldas

Esta sim... grande filósofa desde pequena...
Pouco antes dos 3 anos, ela no banco de trás do carro perguntou para mim: - Papai, o que é "Não Sei" ?
Quase bati com o carro!
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Outra da Estela uns 2 anos depois... demonstrando leituras profundas de Bakhtin...
- Mamãe... o que é que eu sou que eu não sei que sou?
(dei sorte desta vez a pergunta foi para a Andréia...)
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quinta-feira, 2 de outubro de 2008
O que não é o que não pode ser

quarta-feira, 1 de outubro de 2008
A fonética e a professora
Estela estuda numa escola diferente. Poucas crianças na sala, sem provas (não sem avaliação), uma gostosura.
Outra dia, na reunião com os pais, a professora me disse:
-Estou tendo dificuldade em fazer com que as crianças entendam que antes de p e b usamos m.
Eu perguntei:
- E porque usamos m antes de p e b?
Ela parou, pensou e respondeu:
- ....
Eu esperei e ela produziu achando engraçado:
-Sei lá porquê. Sabe que eu nunca pensei nisso? É mesmo, deve ter um porquê.
Agora que ela já tinha um problema eu continuei:
-/p/ e /b/ são plosivas bilabiais, não são?
-São.
-E /m/?
Ela demorou um tempo:
-Claro! Bilabial também.
-Pois é. Os lábios devem estar fechados, ocluídos, para falarmos /p/ e /b/. O ponto de articulação é o mesmo para /p/, /b/ e /m/. Tenta falar /n/ antes de /p/ e /b/.
-Que legal! Não dá.
-Quando a gente descobre que a ortografia não é um balaio de gatos, a coisa fica mais fácil, não é mesmo?
-Andréia, você podia dar um cursinho sobre fonética e alfabetização aqui na escola.
Posso sim, Érica, é só marcar. Você já sabe que eu tenho essa bobeira: as coisa que gosto e acho interessantes gosto que a as pessoas que gosto gostem também.
http://www.uiowa.edu/~acadtech/phonetics/
Viva o livro brasileiro!

Marcelo Xavier foi a estrela de ontem do III Salão do livro lá no Centro Cultural.
Toda tiete, cheguei cedinho para que ele autografasse os livros que mais amo: Asa de papel (em português e em espanhol), Tot e Mitos.
Depois veio a Oficina de Ilustração com Massinha de modelar. Como diria a Fanny Abramovich: muitas gostosuras e bobices.

Marcelo é premiadíssimo aqui e fora daqui. É daqueles ilustradores que sabem que a linguagem pictográfica traz outros textos, aumenta a possibilidade de leituras e dá asas à fantasia.
Pra quem quiser conhecer mais do trabalho desse autor e ilustrador aqui vai a dica de uma palestra com ele:
ftp://200.244.52.185/BMA/INGEST1_66233449_1066233470_121kbps.zip